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Matéria de capa

Matéria de capa - Revista Profashional

MIND INFLUENCER

CAUSAR OU SOFRER UMA MODIFICAÇÃO INTELECTUAL É AÇÃO CONSTANTE NO COTIDIANO CONTEMPORÂNEO. A QUESTÃO É: QUEM SÃO ESSAS FIGURAS QUE TÊM O PODER DE MUDAR O ESTILO DE VIDA DE ALGUÉM PELO SIMPLES FATO DE SER QUEM SÃO? E A RESPOSTA É SIMPLES: OS INFLUENCIADORES. PARA ENTENDER MELHOR ESSE UNIVERSO, JUNTAMOS QUATRO INFLUENCERS DE ÁREAS DISTINTAS PARA VIVER O QUE ELES TÊM DE MELHOR: O JEITO DE SER! Por: Drica Rosa

MIND INFLUENCERS - Revista Profashional

Segundo o dicionário, influenciar é exercer uma ação psicológica, uma ascendência sobre algo ou alguém ou deixar subjugar-se por esta ação. A teoria em poucas linhas é simples de escrever, mas muito mais complexa
na hora de explicar.
Saímos da era em que nos inspirávamos somente em imagens – muitas vezes montadas e fakes – vindas da televisão. Estamos naquele momento em que a realidade precisa vir de forma transparente e nos atingir de maneira natural.
Prender um espectador, seja na vida on-line ou real, requer originalidade e, principalmente, verdade naquilo que é falado e mostrado. Entrar na mente de alguém é algo difícil, mas experiências do dia a dia tornam alguns nomes referência no mundo digital e suas experiências simplistas influenciam milhares de pessoas.
É assim com essas quatro figuras que escolhemos para estampar nossas capas. Arlindo Grund, Augusto Rocha, Julyana Mendes e Martina Ritter têm lifestyle distintos, mas um ponto em comum: carregam em suas redes sociais milhares de seguidores que querem participar de cada momento postado e leem com
atenção todas as mensagens passadas.
Juntar os quatro durante um dia todo em São Paulo foi uma experiência enriquecedora (além do resultado das fotos, que, de tão incríveis , viraram uma linda exposição no B.A.R, em SP, comemorando o lançamento desta edição).
Ali, nos bastidores da sessão de fotos, pudemos observar cada um sendo eles mesmos. Poses, só para os cliques, pois o que vimos foram quatro figuras mesclando entre si estilos e opiniões, mas acima de tudo, trocando ideias e mostrando que, mesmo focados em áreas diferentes, tinham uma simbiose que sentimos do início ao fim!
Cada vez mais, é comum ver youtubers e instagrammers à frente de campanhas, isto porque as pessoas se sentem mais próximas desses nomes e querem saber sobre suas vidas. Não é à toa que no mercado literário já existem diversas biografias de influenciadores com alto índice de vendas. E essa influência vai além de número de seguidores. Isso está diretamente ligado ao engajamento.
Se você tem um público digital menor, porém específico e que interage constantemente, esse influenciador e suas indicações serão efetivos. E vale ressaltar que, hoje, temos a audiência digital concentrada no Instagram, mas amanhã, o foco estará em outra mídia.
Mais do que o canal em que tudo é mostrado, o que vale é o que é mostrado. E mostrar quem são é que faz toda a diferença. Eles estão ali para se mostrarem, sem papéis ou tipo; são quem são, gostem ou não! E isso faz toda a diferença!
E assim a banda toca, você fica sabendo de alguém, visita o perfil, bate o olho na sua time line, sente a identificação imediata e, a partir daí, é uma nova relação que surge. E o mais importante, uma relação em que você sabe imediatamente quem é essa figura que você acaba de seguir; e no caso dos nossos convidados, você percebe de cara que são quatro seres do bem, reais e cheios de história para contar.
Convido você a se inspirar nesses quatro nomes que, com suas verdades diárias, trocam figurinhas a cada post, vídeos, stories e lives. Follow now!

ESTILO É COM ELE MESMO

ARLINDO GRUND - Revista Profashional

APRESENTADOR DO PROGRAMA ESQUADRÃO DA MODA, O STYLIST ARLINDO GRUND CONTA COMO É TRABALHAR EM DIVERSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E CARREGAR MILHARES DE FÃS EM TODOS ELES ESTILO É COM ELE MESMO
Por Bruna Yuri Ouchi / Entrevista: Ana Carolina Contri

Falar sobre e trabalhar com moda é algo que requer, além da experiência, olhos sempre atentos para as tendências e cabeça aberta para o novo. E quando se é uma pessoa pública com muitos seguidores nas redes sociais? Para Arlindo Grund, stylist e apresentador do Esquadrão da Moda no SBT, mostrar a realidade para os fãs é o mais importante.
Arlindo ainda aproveita esse canal de comunicação para divulgar instituições sociais em que participa, como a Love Together Brasil e APAE de Salvador. Sobre a moda no Brasil, o stylist revela: “Já deixamos de ser conhecidos como fabricantes de biquínis e somos vistos no cenário internacional como criativos.
Isso é fantástico”. Confira, a seguir, o bate- papo exclusivo para a revista!

Revista Profashional: Como você entrou no mundo da moda?
Arlindo Grund: Essa pergunta nem eu sei responder. Já nasci nele. Meus registros de moda são bem precoces. Aos três anos de idade, lembro-me de uma situação em que meus pais trouxeram uma sacola de roupas e eu fiquei muito chateado porque não tinha ido à loja escolher. Loucura!

No meio profissional, desde 1991, já trabalhava em Recife com edição e produção de moda. Em 2003, cheguei em São Paulo para assinar editoriais e capas para grandes publicações, além de catálogos e desfiles.

R.P.: Existe alguma diferença da moda usada em Recife e São Paulo?
A.G.: Existe diferença na moda usada no Brasil todo. Somos um país de grandes dimensões e temperaturas variadas. Então, já pelo clima, percebe-se que o inverno é diferente em cada região. As cidades litorâneas têm uma “vibração” mais sensual e as cidades urbanas são mais corporativas no estilo.

R.P.: Como é trabalhar com estilos tão diferentes no Esquadrão da Moda?
A.G.: É mais simples do que parece... Quando você domina o assunto, é só trazê-lo para a realidade da participante. Meu desafio ao começar o Esquadrão foi traduzir as tendências e peças mais modernas para uma linguagem e uma imagem mais acessíveis e coloquiais.

R.P.: Qual o segredo de um guarda- -roupa sem erros?
A.G.: Tanto para homens quanto mulheres. A primeira coisa que você deve conhecer é seu biotipo. Depois, é preciso escolher um estilo de acordo com a sua personalidade. Não se pode esquecer da adequação e do bom senso na hora de escolher os looks, mas o mais importante é você respeitar suas formas e comprar roupas na numeração para você hoje. Algumas pessoas tendem a comprar outros tamanhos achando que vão emagrecer e por uma questão cultural, não costumam provar roupas.

R.P.: Como é o comportamento do homem no cenário da moda atualmente?
A.G.: O homem brasileiro está começando a se abrir para a moda. Se antes o rosa era um tabu, hoje, ele entendeu que uma simples cor não fere a sua masculinidade. Calças mais próximas ao corpo e mais curtas estão invadindo os guarda- -roupas masculinos. O comportamento ainda é mais clássico, mas com uma pequena abertura para mudanças.

R.P.: Como você enxerga o cenário fashion nacional?
A.G.: Sempre tenho uma visão otimista para a vida. Acho que começamos a sair do estágio de engatinhar e, há algum tempo, já estamos andando no sentido do aprimoramento e do crescimento do DNA de moda no Brasil.
Já deixamos de ser conhecidos como fabricantes de biquínis e somos vistos no cenário internacional como  criativos. Isso é fantástico.

R.P.: Muitos seguidores no Instagram. O que você procura transmitir para seus fãs através da sua conta?
A.G.: A realidade. Mostrar como a vida é e, claro, que meus looks são trabalhos. Também gosto muito de fazer campanhas sociais. Hoje, sou engajado com a ONG Love Together Brasil e com a APAE de Salvador. Sempre divulgo o material dessas instituições.

R.P.: O que é ser um digital influencer para você?
A.G.: Infelizmente, hoje, são todas as pessoas que têm muitos seguidores e, muitas vezes, não têm um background para dar alicerce a suas opiniões e seus pensamentos.

R.P.: E os projetos futuros?
A.G.: Sempre tenho algo no gatilho. Mas só falo no dia do lançamento. Atualmente, no mercado, tenho meu
livro “Nada Para Vestir”, uma linha de caixas organizadoras de acrílico com a Hubby e, claro, palestras e consultorias pelo Brasil.

R.P.: O que é ser Profashional?
A.G.: É ser eu mesmo. É ser verdadeiro, sem rodeios!

O QUE É QUE O BAIANO TEM?

AUGUSTO ROCHA - Revista Profashional

AUGUSTO ROCHA É PROVA VIVA DE QUE FOCO, FÉ E FORÇA (PALAVRAS QUE O
DEFINEM) SÃO A COMBINAÇÃO PERFEITA PARA CHEGAR AO LUGAR EM QUE SE
ALMEJA. BAIANO RADICADO EM SÃO PAULO, ELE DÁ SHOW NA VIDA E INSPIRA MILHARES DE PESSOAS COM SUA ROTINA DE SAÚDE, MALHAÇÃO E BELEZA
Por Ana Carolina Contri

Fé! Se existe uma palavra para definir Augusto Rocha, com certeza, essa é a que mais se encaixa e a que mais ele usa. E claro, não bastasse toda sua determinação, Augusto tem beleza e leveza e isto faz com
que milhares de seguidores se inspirem diariamente na maneira suave e saudável com que o rapaz leva a vida.
Moço de família e vindo de Salvador, mais especificamente de Mussurunga, como faz questão de frisar, é filho de dona Rosa e seu Roque, irmão de Ébano e Neto, família tem papel essencial em sua trajetória. O modelo fitness é multifuncional, dos palcos de axé, para a faculdade de publicidade e para as passarelas da moda.
Vencedor do primeiro concurso Beleza Black em 2002, Augusto estudou, se aprimorou e desembarcou em São Paulo para nos privilegiar com sua simpatia, seu lifestyle e sorriso único.
E ele deu a cara à tapa, cada desafio o motivou mais ainda e hoje ele é queridinho dos fotógrafos e de muita gente que o segue nas redes sociais para se inspirar no seu dia a dia, que inclui o Mahamudra, uma filosofia pra lá de especial que envolve corpo, mente e espírito.
A fala é mansa, mas o baiano é arretado e tem muito para compartilhar! Se você já o segue no Instagram, sabe do que estamos falando. Caso contrário, confira nosso bate- -papo, apaixone-se e dê um Follow!

Revista Profashional: Como foi essa vinda para São Paulo? Muitos desafios no mercado de moda?
Augusto Rocha: Tudo para mim foi desafio, sempre tive de provar mais para estar ali. Quando eu vim pra cá, foi muito engraçado, eu entrei em três agências e as três me rejeitaram. O dono da primeira agência em que fui aprovado olhou pra mim e falou que eu estava dentro, no outro dia, fui levar meu material e ele disse que não se lembrava de mim. Mas hoje isso é só história do passado. Quando você começa a fazer o primeiro, segundo gol, as pessoas começam a acreditar em você.

R.P.: Você sentiu que não acreditavam em você?
A.R.: Quando eu vim pra São Paulo, eu tinha acabado de fazer meu curso de modelo, e todo mundo dava risada da minha cara. Mas nunca tive problema, eu era imparcial, nunca liguei para o que os outros falavam. Afinal, vale para todo mundo: vão falar do mesmo jeito, então eu vou fazer!

R.P.: Como cuida da saúde do seu corpo?
A.R.: Pratico muito esporte, eu sou do grupo Mahamudra, que me deu muito equilíbrio corporal. Eu já venho do pedal, e o Mahamudra veio para me dar essa estabilidade de mente, corpo e espírito. Tudo isso aliado a uma alimentação sau dável e meu jeito leve de encarar a vida, afinal, prezo por estar bem de corpo e alma.

R.P.: E o que é o Mahamudra?
A.R.: O Mahamudra é uma filosofia de vida, desenvolvimento humano, baseado em três pilares: corpo, mente e espírito. O corpo tem toda essa coisa da prática da atividade física, tudo que for exercício com o corpo. A mente é a parte do yoga, e há pessoas de todos os tipos fazendo yoga, proporcionando equilíbrio e serenidade. E a parte espiritual é a que você enxerga sem ver e sente sem tocar, como ajudar instituições, pessoas, ouvir mais do que agir por impulso. Muitas vezes, o morador de rua não quer comida ou dinheiro, ele só quer que você o ouça.

R.P.: Qual é a sua formação?
A.R.: Publicitário formado em Marketing Esportivo. Meu pai queria que eu fizesse faculdade e como sempre gostei de moda e publicidade, eu fiz a faculdade de Comunicação Social. Quando surgiu o Mahamudra, eu pensei por que não unir tudo?

R.P.: E o fator “influenciador” nas redes sociais? Por que acha que tantas pessoas te adicionam diariamente no Instagram?
A.R.: As pessoas me seguem porque algumas gostam dos meus trabalhos de moda, outras gostam da prática esportiva e outras gostam de frases que me norteiam e dos acontecimentos da minha vida, tanto bons quanto ruins, o ruim vira aprendizado. Além do meu profissionalismo, sempre procuro passar qualidade de vida e positivismo para as pessoas acreditarem, independente do grau de dificuldade. Já me perguntaram se eu passava por isso mesmo, se era um texto copiado, mas eu passo e tudo que acontece comigo eu compartilho lá, porque eu sei que isto vai ajudar outra pessoa.

R.P.: E sobre ser negro e modelo? Você sente que ainda existe alguma barreira?
A.R.: Claro que sim. Seria hipocrisia eu negar. Por mais que eu esteja trabalhando, às vezes eu
olho pro lado e sou o único negro. Hoje, o mercado melhorou muito, mas sei que ainda há muito
que evoluir. Quando eu vim pra cá, era muito mais difícil, já peguei trabalho em que o produtor falava: “Já tem um negro, já está bom”. Ou seja, era o negro para constar. Tudo está longe de refletir a posição real do negro na vida. E isso só se consegue inserindo. Não há como praticar a inclusão sem incluir e dar oportunidades reais.

R.P.: Agora conta para gente, para você, o que é ser Profashional?
A.R.: Ser Profashional é ter fé, se você não tem fé, você não é nada. Meu pai falava muito quando eu era pequeno: ter fé é tudo!

POR DENTRO DO MAHAMUDRA
A filosofia Mahamudra foi criada por César Curti. Hoje, o método conta com cerca de mil alunos ao redor do Brasil, além dos que fazem aulas esporádicas em Los Angeles, Sidney e Reino Unido.
Criado em 2013, com uma primeira turma formada em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, o Mahamudra é um movimento inclusivo, com técnicas que permitem o autoconhecimento e a evolução pessoal, onde estas atuam “curando” o praticante de diversos males que vêm perturbando nossa atualidade, como: ansiedade, depressão, obesidade, medo e egoísmo.
César decidiu estudar aquilo com o que mais se identificava desde criança, “Maharamudra é um estado de hiperconsciência, o último nível que o ser humano poderia atingir; aqui no Ocidente, conhecemos como nirvana, como Samadhi no yoga, ou como iluminação. O Mahamudra significa isso, esse alto degrau de sabedoria e de consciência”, explica. Ele, criador do método que Augusto Rocha é membro efetivo e tem como filosofia de vida, falou conosco sobre esse praticante que estampa uma das capas da nossa edição: “O Augusto é uma figura muito do bem e já é antigo do Mahamudra, acompanhou desde o começo as aulas e está conosco há muito tempo. Hoje em dia, além de atleta, participando de algumas provas, ele cuida dos eventos esportivos e aulões que fazemos e somos contratados para realizar”, fala. E se o nosso assunto principal desta matéria são os influenciadores digitais, vale segui-lo também: @cesarcurti.mbt

SETE EM UMA

JULYANA MENDES - Revista Profashional

O NÚMERO DA TOTALIDADE, DA CONSCIÊNCIA E DA VONTADE TAMBÉM É O NÚMERO DE FILHOS DE JULYANA MENDES. LINDA, ATIVA E ORGANIZADA, AINDA TEM UM CORPO DE FAZER INVEJA A QUALQUER MODELO - Por Ana Carolina Contri / Entrevista: Elaine Medeiros

Engajada e com conteúdo, passa o dia com a cabeça borbulhando de tantas ideias. Digital Influencer das boas, a hashtag #mãedesete é a preferida de quem adora acompanhar a sua movimentada vida, tudo isto dividido com um filho adolescente e os outros seis ainda na fase da infância. Julyana é engenheira civil por formação e sempre trabalhou. Talvez por isso, tenha levado tão a sério o seu @maedesete, perfil que virou um projeto incrível, em que mostra seu lado mãe, sua rotina atribulada com os sete e levanta questões importantes sobre a criação dos filhos e do empoderamento feminino e materno.
Julyana não tem estratégia; ela é quem é e está sempre em busca de bons profissionais para serem parceiros
nos temas que levanta em suas mídias sociais, já que essa é uma de suas preocupações: passar conteúdo para aqueles que a acompanham.
Além dos assuntos relacionados às crianças, ela faz questão de mostrar que as mulheres não podem se esquecer de si próprias e as ajuda a continuar mulher, mesmo depois da maternidade. Acompanhá-la pelo Instagram @maedesete é diversão e aprimoramento na certa.
A família, além de linda, tem toda uma rotina que prova que é possível ter uma rotina organizada e ainda ter tempo para deixar a vida com muito mais bem-estar.

Revista Profashional: Engenheira, empresária, esposa, filha e mãe. Qual é o papel mais difícil de tocar diariamente? Julyana Mendes: Com certeza, o de mãe! Porque tenho total noção da responsabilidade que é criar filhos. Atuar na formação de valores, na rotina do dia a dia, no atendimento a demandas emocionais, escolares, de saúde, etc. Tudo acaba recaindo, na grande maioria das vezes, na mãe. Então para mim, é a tarefa mais difícil, mas a mais bonita e recompensadora também.

R.P.: Assistindo a você nos seus vídeos, você nos passa uma segurança, mas imagino que, no dia a dia, não seja sempre assim, né?
J.M.: A minha segurança vem da experiência e de uma maturidade que me fez entender que não tem de ser perfeito. Mas isso não quer dizer que as inseguranças não aparecem, que eu não erro, estresso ou grito. Acontece isso aí tudo, até porque uma coisa que não existe na vida de uma mãe é rotina. Existem planejamentos, rotina de atividades, de deveres, mas rotina de assuntos, demandas, sentimentos, isto nunca. A gente está sempre precisando encontrar uma maneira de lidar com o que acontece.

R.P.: Você faz muito sucesso com seu Instagram. Há alguma estratégia?
J.M.: O que eu procuro fazer com o Instagram é estar sempre postando, porque as pessoas que estão me seguindo querem ler e ver a rotina. Então, uma das estratégias para que o Instagram esteja sempre rodando e com grande visibilidade, é postar duas fotos por dia no mínimo. Eu não ensaio nada, não planejo nada, apenas encaixo alguma coisa que aconteceu na minha rotina, pois sendo mãe de sete filhos, sempre acontece
alguma coisa interessante e encontro uma maneira real de passar isto e também de forma educativa. Procuro inspirar.

R.P.: Como é a vida de digital influencer?
J.M.: Meu maior cuidado é em ser 100% real; os seguidores já sabem quando a digital influencer está comprada ou está ali apenas para poder vender uma marca. A minha vida de digital influencer tem sido cansativa pelo tamanho da responsabilidade. É extremamente prazerosa, é muito emocionante ler as mensagens das seguidoras, mas é um trabalho que leva tempo, esforço e também conhecimento. Eu
me respaldo com grandes profissionais, nutricionistas, psicólogos, endócrinos, pediatras, estou sempre procurando alguém que me respalde para falar sobre assuntos específicos. Isso leva tempo e gera desgaste, me divido entre isso, sete filhos e meu marido. Mas eu adoro!

R.P.: O que faz quando bate a vontade
de “sumir”?
J.M.: Se percebo que meu nível de stress está muito alto, eu me afasto por alguns minutos. Aprendi que stress alimenta stress. Então saio do lugar, piso na grama, tento respirar. Ou então choro. Alivia muito chorar.

R.P.: Como você se cuida? Você se cobra
muito?
J.M.: Eu me cobro, sim. Quando não estou bem comigo, tudo fica ruim. Aprendi a me colocar na lista de prioridades. Exercícios, eu faço 3 a 4 vezes por semana. Mas sempre me alimento seguindo orientação de nutricionista. Passo vontade, muita! Fome? Nenhuma.

R.P.: Costuma fazer algum tratamento estético? O que acha disso?
J.M.: A única cirurgia estética que fiz foi colocar próteses no seio há 14 anos. E raramente encontro tempo para buscar tratamentos estéticos para o corpo. Mas cuido do rosto periodicamente. Acho que tudo na vida tem de vir com equilíbrio. Gostar de você e se cuidar tem a ver com saúde, não com idealizações.

R.P.: E na hora em que você precisa de um tempo só para vocês? Consegue? Como e o que te relaxa?
J.M.: Consigo porque tenho o que chamo de rede de apoio. Eu vou para a academia e organizo as coisas da casa, do Mãe de Sete, pela manhã quando todos estão na escola. E para sair com meu marido, conto com avós, tias, dindas... Relaxo quando saio para conversar com amigas, quando saio com marido, quando estou cuidando de mim. Mas são momentos raros, confesso.

R.P.: Sobre o seu projeto “Empoderamento de Mães”, ele é independente do Projeto “Mãe de Sete”?
J.M.: O Projeto Empoderamento de Mães é um produto do Mãe de Sete. O Projeto Mãe de Sete é maior, fala da maternidade como um todo. Então, dentro dele, tenho um projeto que ajuda mães com filhos com TDAH junto com uma psicopedagoga; outro para falar de APLV (que é Alergia à Proteína do Leite da Vaca) que é em conjunto com uma pediatra; outro que chamo de Mãe de Sete Viaja, enfim, o Projeto Mãe de Sete tem palestras e projetos que falam de vários desafios maternos. Mas especificamente o Empoderando de Mães, que foi lançado em maio, é para convidar essa mãe a olhar para dentro. Nós mães estamos acostumadas a amar para fora: filhos, marido, casa... mas, muitas vezes, esquecemos que se não estivermos bem com a gente mesmo, nada dará certo, estará sempre faltando algo. E essa é a ideia do Projeto: se conheça, se cuide, lute para ter um momento seu.

R.P.: Para finalizar, o que está faltando para que de fato haja um empoderamento feminino e maternal?
J.M.: Acho que autoconhecimento e menos julgamento. Percebe que muitas vezes somos nós mães que julgamos as outras? A que dá leite, a que dá chocolate, a que não dá glúten. Quando pararmos de apontar o dedo para a vida do outro, as coisas serão mais leves. Mas cabe à mulher começar a se conhecer a tal ponto que a escolha feita, foi feita e a opinião do outro não me afeta tanto, entende? Isso é se amar, se conhecer e decidir.

R.P.: E para uma Mãe de Sete, o que é ser Profashional?
J.M.: É ser diferente daquilo que se espera. É fazer diferente e inspirar a fazer diferente. É ser feliz do jeito que a gente é e ser positiva de maneira sutpreendente, sempre!

PRINCESA, #SQN

MARTINA RITTER - Revista Profashional

O ROSTO ANGELICAL CONTRASTA COM SUA PEGADA ROCK’N’ROLL. INFLUENTE NO MUNDO FASHION, A BLOGUEIRA MARTINA RITTER É FIGURINHA CARIMBADA NAS PRIMEIRAS FILAS DOS PRINCIPAIS DESFILES DE MODA NACIONAIS E INTERNACIONAIS. SEU BOM GOSTO E ACESSO LIVRE AOS EVENTOS ATRAEM SEGUIDORES DIARIAMENTE. E ELA QUER MAIS! - Por Drica Rosa / Entrevista: Ana Carolina Contri

Com apenas 22 anos, a estudante de publicidade está envolvida com a moda desde a infância, quando acompanhava a avó aos ateliês de grandes estilistas. Outra fonte de inspiração que a fez mergulhar nesse universo foram as viagens em família para incríveis lugares do mundo.
Sua vontade de explorar e descobrir cantos quase inexploráveis a fizeram querer passar suas descobertas adiante e, a partir delas, sentiu a necessidade de criar seu blog, para dividir as dicas com os que sempre gostavam de ouvir suas histórias. Com pouca idade, mas enorme vontade de desbravar os quatro cantos,
Martina tornou-se referência quando o assunto é moda, arte, estética e mídias sociais. Comunicativa, ela nos contou sobre sua vida e como enxerga esta era digital e o que a torna tão fascinante para os seguidores.

Revista Profashional: Conte um pouco sobre sua história e sua infância.
Martina Ritter: Nasci em Porto Alegre e fui criada em uma cidade chamada Garibaldi, no Vale dos Vinhedos, região da Serra Gaúcha. Passei uma infância feliz e a cidade do interior me proporcionou muita coisa legal, como criar independência e me sentir segura desde cedo. Mas, mesmo morando fora da capital, nunca me senti em desvantagem. Meus pais sempre investiram muito nos filhos e mostraram o mundo desde cedo para mim e meu irmão mais velho. Desde pequena, fui muito estimulada a entender que o leque de oportunidades da vida era imenso. Hoje, moro em Porto Alegre, onde curso publicidade na ESPM.

R.P.: Você sempre teve essa ligação com a moda?
M.R.: Aprendi a investir em roupa com a minha avó materna que sempre teve muito bom gosto, vestia-se com costureiros como George Henri, Guilherme Guimarães, Reinaldo Lourenço, Andrea Saletto e Gloria Coelho. Quando fiz 15 anos, minha avó fez questão que eu usasse Gloria Coelho. Na época, as meninas da minha idade curtiam vestidos com muitos bordados, mas eu cheguei sem bordado algum, segura, e até hoje olho as minhas fotos e poderia usar aquele vestido agora. Acredito que toda a menina já nasce conectada com a moda e o vestir é um modo de impor sua personalidade.

R.P.: Como surgiu a ideia de ter um blog?
M.R.: Foi no fim de 2013, a partir da insistência de um amigo que vivia dizendo que ser blogger tinha tudo a ver comigo. Gostava da ideia, mas sempre adiava. Até que um dia ele me colocou em frente a um programador de sites e aconteceu. Montei minha fanpage e não parei mais. Na época, acompanhava bloggers do centro do País e pensava, por que o Sul não pode ter uma também?
Foi um desafio que me instigou bastante e levei muito a sério. Minhas metas sempre foram conquistar credibilidade e marcar o meu estilo com a minha assinatura.

R.P.: No começo, você esperava toda essa visibilidade?
M.R.: Claro que quando se inicia, é para dar certo e comigo não foi diferente. Mas não tinha a certeza de nada. Só percebi que estava dando certo quando uma loja me chamou para propor uma parceria. Foi meu primeiro retorno financeiro e realmente havia virado um negócio. Logo, outros trabalhos surgiram e revistas me chamaram para contribuir. Mas foi quando recebi o primeiro convite de uma marca internacional para estar na Semana de Moda em NY que entendi que estava no caminho certo e não parei mais.

R.P.: Quando percebeu que as pessoas começaram a se inspirar no seu estilo de vida?
M.R.: Foi quando comecei a ver os seguidores aumentando e interagindo. Cada vez mais mensagens chegavam, pedindo opiniões e sugestões. E quando esse canal se estabelece, o resto acontece de modo natural.

R.P.: O que você procura passar para os seus seguidores?
M.R.: A minha verdade, sempre. Não consigo usar o que não gosto e abraçar causas em que não acredito. Já recusei trabalhos que financeiramente me doeram, mas não se encaixavam comigo. Mostro o meu dia a dia e quem me conhece sabe que a minha vida é aquilo que vê.

R.P.: Quais são as principais preocupações de uma digital
influencer?
M.R.: Impactar positivamente os seus seguidores, criando conteúdos legais e estar sempre em movimento. Ser digital influencer exige muito mais que look do dia, as pessoas não se contentam mais com isto. É preciso ter conhecimento do que está se passando para os seguidores, ter credibilidade. A ideia é de cada vez informar mais sobre moda, ter conhecimento da história da moda e se tornar um profissional melhor e mais consciente.

R.P.: Se for para definir o seu estilo, qual seria?
M.R.: Não consigo me definir dentro de um, misturo muitos e crio o meu próprio. Para mim, o estilo de uma pessoa é como sua assinatura, é construído e mostra muito seu modo de viver, ver as coisas e sua personalidade.

R.P.: Qual peça de roupa não pode faltar no guarda-roupa?
M.R.: Jaqueta jeans.

R.P.: Na dúvida, qual combinação não tem erro?
M.R.: Calça jeans e tshirt.

R.P.: E para você, o que é ser Profashional?
M.R.: Ser Profashional é transformador!

FOTOGRAFIA DEMIAN GOLOVATY / STYLING MURILO MAHLER (FABIO PAIVA PARA ARLINDO GRUND) / BELEZA ROMILDA RAMOS / TRAT. DE IMAGEM STUDIO
DEMIAN GOLOVATY / DIREÇÃO-GERAL SANDRA TESCHNER