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Matéria de capa

Matéria de capa - Revista Profashional

MELHOR DE TRÊS

Trio de Tops com sorriso fácil. Determinação de ir atrás de cada objetivo traçado. Um desfile por dia e os caminhos cotidiano transformados em passarelas da vida real. Elas em pauta. Por: Drica Rosa

Matéria de capa - Revista Profashional

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Numa tarde ensolarada de inverno, as tops Amanda Fiore, Celina Locks e Samira Carvalho se encontraram para uma sessão de fotos no qual o mood era “somos diferentes, mas somos belas na mesma intensidade”.
Sob o olhar da fotógrafa Soraia Costa e styling assinado por Gabriel Fernandes, elas transitaram num universo Preto em Branco, colocando a feminilidade no patamar máximo.
Nosso papel ali era mostrar cada uma delas como personagens de si mesmas. Então, nada melhor do um bate-papo com uma verdadeira invasão nessas figuras de personalidade.

Ficha técnica
Elas são conhecidas nacional e internacionalmente e estão em desfiles e campanhas das maiores grifes.  Mas, vale um resumo de cada uma:

Amanda Fiore
Ela é gaúcha, tem 1,80 metros de altura e em seu portfólio coleciona editoriais para revistas como “Vogue”, “Harper’s Bazaar”, “Elle”, “L’Officiel” e “Marie Claire”.  Na passarela também é figura constante.

Celina Locks
Com 1,78 metros de altura, ela ingressou no mundo da moda após ser finalista do concurso supermodelo 2007. A modelo já morou em Nova York, Londres e Milão e vive trafegando entre países para cumprir compromissos do universo Fashion. Na última edição do SPFW, desfilou para diversas marcas, sendo destaque na coleção da grife Triya.

Samira Carvalho
Descoberta num concurso da Revista Raça em 2004, Samira, nascida em Piracicaba (SP), é a queridinha do momento e já cruzou as passarelas das semanas de moda para marcas como Cavalera, Lino Villaventura, R.Rosner, entre outras. Logo em sua primeira temporada em New York, abriu e fechou o desfile de Diane Von Furstenberg.
Pronto, depois de um breve resumo, vamos às respostas que as três nos deram enquanto transitavam entre make, provas e cliques do shooting. 

Profashional: A moda está sempre em ebulição, com resgates do passado e novas criações. Como você enxerga o momento atual da moda brasileira?
Amanda Fiori: O povo é muito criativo e parece que não tem mais o que inventar. Então, misturam diversas referências de moda e cultura fazendo uma nova leitura, desenvolvendo um novo produto e isso é fantástico.
Celina Locks: Hoje em dia está tudo mais acessível. Temos referências dos anos 1960 e 1970, conseguimos checar roupas de época, costumes, cortes de cabelo etc. Isso faz a moda se reinventar mesmo. Além disso, a rapidez também é fator importante: o fastfashion está cada vez mais ganhando espaço, levando nomes de grandes marcas e estilistas a todos. Sempre lembrando que tem de ser um trabalho responsável, sem crianças envolvidas na produção.
Samira Carvalho: Além dos grandes nomes, já sólidos do mercado, atualmente vivemos um momento de novas descobertas, fotógrafos, estilistas, revistas, modelos etc. Temos uma nova geração saindo da mesmice, com frescor no pensamento que está agregando muito.

P.: Hoje você está pela primeira vez numa sessão para a Revista Profashional. Falando em first time, qual foi uma “primeira vez” na sua carreira que marcou demais?
A.F.: Sem dúvidas, a minha primeira vez inesquecível foi quando fiz minha primeira capa da Vogue. Também teve minha primeira capa da L´Officiel.
C.L.: Tem um momento na minha carreira que nunca vou esquecer, foi quando trabalhei para a Yves Saint Laurent. No início, eu não acreditava no que estava acontecendo. Fui modelo de prova por cinco meses e ficava pensando que cada peça criada era desenvolvida no meu corpo. Era incrível!
S.C.: São muitos momentos inesquecíveis, mas minha primeira vez em Paris foi emocionante. Conhecer a capital francesa sempre esteve nos meus sonhos, então ali era a realização de sonho e não consegui conter as lágrimas ao ver a cidade de cima do avião.  Outro momento único foi a primeira vez que entrei num estúdio e me vi pronta e produzida para fotografar. Ali descobri o que queria fazer na vida.
P.: Como ser diferente e manter uma personalidade numa época onde muitas querem copiar e seguir um padrão?
A.F.: O primeiro passo é ter personalidade em tudo o que faz. Em cada trabalho, você precisa inserir sua identidade para que sua marca esteja registrada ali.
C.L.: Nós sempre vamos admirar e nos espelhar em alguém, como Claudia Schiffer, Linda Evangelista e Gisele Bündchen, mas o importante é não deixar de ser você; não usar aquilo que não fica bem ou que você não se sente bem é um grande passo. Desta forma, tudo flui!
S.C.: Autoestima é a questão principal. Se você ouvir o que sente e seguir isso, terá personalidade e será você mesma.
P.: Se pudesse escolher um ícone da moda para sentar, tomar algo e bater um papo até de madrugada, quem seria?
A.F.: (Risos) Mesmo não sendo diretamente ligada à moda, sou fã da Rihanna e não consigo imaginar outra pessoa para este momento “bate-papo”. Ela passa uma imagem de mulher forte, cheia de personalidade, é segura e cheia de estilo.
C.L.: Com certeza seria Grace Kelly. A história dela é incrível. Além de ícone de moda e excelente atriz, fez trabalhos filantrópicos e atuou ativamente ao lado do marido e chefe de estado Rainier III, príncipe-soberano de Mônaco. Ela era maravilhosa! Outro nome que eu adoraria ter à minha frente para um bom papo seria Angela Merkel. Conversar com as duas seria enriquecedor.
S.C.: Uau, difícil! Recentemente fiz um coaching de empoderamento que pedia para escolher 10 pessoas e foi complexo. Mas, vamos lá: seria incrível conhecer e conversar com a Naomi Campbell, pelo sucesso, por ser negra e ter derrubado barreiras, e por continuar lutando pela causa racial.  Acho que eu aprenderia muito com ela!

P.: Nesses 14 anos, Profashional virou um adjetivo, um estilo de vida. Para nós ser profashional é ser autêntico, fazer o bem etc. Para você, o que é ser Profashional?
A.F.: Com certeza é ser você mesma e lidar com as pessoas com igualdade. Além disso, também é fazer o que ama e de forma bem feita.
C.L.: Ser Profashional pode ser muitas coisas, mas o principal: ser gentil! Com tantas transformações no Brasil, está muito difícil achar gentileza hoje em dia.
S.C.: Para mim, é fazer o que você escolheu com amor. Respeito-me e entrego-me completamente.
Vamos agora de frases curtas...
Muita calma nessa hora porque....
A.F.: Está difícil!
C.L.: É preciso.
S.C.: Tudo é passageiro.
- A felicidade mora...
A.F.: Na minha casa.
C.L.: Na família.
S.C.: Na simplicidade.
- A hashtag que mais uso é
A.F.: Nenhuma, não uso.
C.L.: #blessed
S.C.: #panterismo (explicando: sempre simpatizei com a pantera, por ser escura, forte e bela)
- No meu copo não pode faltar...
A.F.: Água.
C.L.: Água.
S.C.: Um bom vinho.
- Para 2016, carão ou careta?
A.F.: Careta. Muitas pessoas acham que estão fazendo carão, mas estão fazendo careta.
C.L.: Os dois.
S.C.: Um pouco dos dois.
- Daqui a 10 anos eu quero...
A.F.: Estar realizada e feliz, fazendo o que amo.
C.L.: Ser mão, ter saúde e ter conquistado tudo o que desejo hoje.
S.C.: Que a minha marca de crochê Sambento esteja consolidada e que eu tenha muito amor, muitos amigos e faça viagens incríveis.

Styling: Gabriel Fernandes / Foto: Soraia Costa / David Wendfilm / Beleza: Liege Wisniewski